O crente politicamente correto

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Por: Rubens Salatiel


Tenho observado o meio cristão da nossa época e como nos deparamos com irmãos e irmãs que procuram se moldar mais aos padrões do “politicamente correto” do que ao padrão das Escrituras. Muitos vivem suas vidas sob a égide da opinião alheia, inclusive de ímpios, do que sob a baliza e preceitos da Palavra de Deus.

Ao analisar a vida de alguns Heróis da Fé, e não falo de heróis como se estes homens fossem superpoderosos, mas sim como homens que, em meio à decadência espiritual de seu tempo, deram verdadeiro testemunho de ousadia, fé e temor de Deus. Passo a citar alguns desses homens que foram verdadeiros arautos em seu meio, e convido os queridos leitores a uma reflexão profunda quanto às suas atuais convicções, valores e ações. É bem verdade a máxima que diz: “Nossos princípios regem nossos valores; nossos valores regem nossas crenças e nossas crenças regem nossas atitudes”.

Então, o que falar de Jerônimo Savonarola? Este gigante viveu em uma época em que a depravação moral estava pulsando no coração do povo. Entretanto, não se acovardou! O politicamente correto seria falar cuidadosamente e com excessivos eufemismos; todavia, este homem pregou com poder e autoridade a necessidade de arrependimento àquele povo que vivia de forma contumaz na prática do pecado. Ora, o perigo do politicamente correto é deixarmos de falar a verdade das Escrituras, por receio de o ouvinte simplesmente não gostar. Irmãos, a autoridade é das Escrituras! Oremos e, com amor, digamos toda a verdade contida nela.

Não poderia deixar de falar de Jonathan Edwards. Este servo fiel pregou um dos sermões mais conhecidos e impactantes da História do Cristianismo. O famigerado sermão “Pecadores nas mãos de um Deus irado” foi pregado depois de 3 dias de intensos jejuns e orações. Ao subir ao púlpito, dizem os biógrafos, seu rosto brilhava com uma luz que não era desta Terra. Durante o sermão, os ouvintes se agarravam às colunas e aos bancos da Igreja, vez que viam o chão se abrindo e o inferno abaixo de seus pés. Mas será que Jonathan Edwards foi politicamente correto? Será que ele falou com ressalvas ao povo quanto aos seus pecados e necessidade de arrependimento? Obviamente que não! Ele foi, na verdade, autêntico e ousado nas Escrituras Sagradas. E Glória a Deus por isso!

 Para não me alongar demais neste artigo, falarei, por fim, de George Whitefield. Este valoroso homem de Deus, considerado como o “príncipe dos pregadores ao ar livre”, certa feita, depois de orar de joelhos diante de uma multidão que ansiosa o aguardava, proclamou qual versículo seria pregado: “É ordenado aos homens que morram uma só vez, e depois disso vem o juízo.” Hb 9:27. Neste momento, ouve-se um agudo grito na multidão! Um homem acabara de cair morto. Novamente George Whitefield lê o mesmo texto, e, em seguida, ouve-se outro grito, e outra pessoa cai morta. Ao invés de se apavorar com o ocorrido, George Whitefield prega com autoridade e poder e conclama o povo ao arrependimento de seus pecados. Mas será que continuar pregando após duas mortes seguidas seria o politicamente correto? Com toda certeza que não!

Quero, enfim, dizer que não precisamos ser politicamente corretos. Precisamos ser autênticos em nossa fé, não deixando de levar a verdade de Cristo àqueles que nos ouvem, sempre submissos ao Espírito Santo de Deus, perseverantes na oração, firmes na Palavra e ousados na pregação do Evangelho de Jesus! Não deixe de pregar o Evangelho e não se molde aos padrões desse mundo. Muitos pregadores e irmãos piedosos estão “amordaçados” porque lhes é imposto uma falsa verdade de que as Escrituras devem ser amenizadas para que as pessoas não fiquem zangadas. Ora, quem convence é o Espírito Santo, e sem confrontar o pecado esse mundo vai continuar achando que tem Deus, ainda que não se arrependendo de seus maus caminhos.

Que Deus os abençoe grandemente.

Fonte: Helio Roberto Silva | Gospel Prime


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